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Meta: Entenda a mudança de nome do Facebook

Camila
Redatora

1 DE novembro DE 2021
tempo de
leitura:
17min

Recentemente, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou durante o Facebook Connect 2021, evento que discute a realidade aumentada e virtual dentro da empresa, que o Facebook se chamará Meta.

 

Mas calma! Na verdade, o Facebook (rede social) continuará se chamando Facebook, o que muda com a novidade é que a empresa responsável por administrar as plataformas do Facebook, incluindo o WhatsApp e o Instagram, é que terá o seu nome modificado.

 

Por conta disso, a notícia mexeu com a imaginação de milhares de usuários da rede social, causando uma certa estranheza e muitas dúvidas. Pensando nisso, preparamos esse conteúdo para explicar melhor essa mudança para você. Acompanhe!

 

Sumário:

  • Meta: Entenda a mudança de nome do Facebook
  • Por que o Facebook se chamará Meta?
  • De onde surgiu o nome Meta?
  • Como Mark Zuckerberg entende a Meta e o metaverso

 

 

Por que o Facebook se chamará Meta?

 

Meta: Entenda a mudança de nome do Facebook

Há algumas semanas já tinha vazado a informação de que o Facebook estava planejando passar por um rebranding, que nada mais é do que um termo usado no universo digital para dizer que um nome novo será escolhido, junto com uma nova identidade da marca.

 

Isso quer dizer que agora o Facebook, como controladora de todas as outras redes sociais, se chama Meta e não mais Facebook. Porém, vale ressaltar que o Facebook como rede social, a esfera menor continua sendo Facebook, bem como as demais redes seguirão com os mesmos nomes de origem (Instagram e WhatsApp). 

 

A grande diferença é que antes o Facebook gerenciava tudo e também tinha a sua própria rede, e agora a empresa decidiu se reestruturar com o intuito de organizar melhor cada área. Dessa forma, foi determinado que a Meta é a empresa responsável por gerenciar tudo, e o Facebook passa a ser somente uma rede social como as outras.

 

Em uma entrevista recente, veja o que o Mark disse sobre o tema: “Eu acho que havia uma certa confusão e estranhamento ter o nome de uma empresa que também era o mesmo nome de um dos seus aplicativos. Acredito que isso vai ajudar as pessoas a terem uma relação diferente com a empresa”.

 

Ou seja, o objetivo é contribuir para que os usuários consigam separar o Facebook rede social e aplicativo do Facebook conglomerado e imponente do Vale do Silício.

 

De onde surgiu o nome Meta?

 

Meta: Entenda a mudança de nome do Facebook

 

A mudança de nome não é um mero acaso, e sim parte do planejamento estratégico da empresa que visa deixar os processos mais transparentes. 

 

Etimologicamente falando, “meta” vem do grego que significa algo como “além”, e o metaverso é o que vai além do plano ou local físico, mesmo precisando dele para interagir. Um lugar onde a realidade na qual vivemos e a virtual coexistem.

 

As várias interpretações deste conceito já eram imaginadas em muitos filmes e livros da década de 80 e 90. Sem contar obras “mais novas” como: Tron, Matrix, Avatar de James Cameron e Jogador Número 1, que apresentam uma visão dessas simulações virtuais cheias de possibilidades. 

 

Porém, o termo metaverso se originou de um livro chamado Snow Crash, escrito em 1992 por Neal Stephenson. A obra fala do chamado Metaverso como um sucessor evoluído da internet, com maiores possibilidades de interação e avatares com mil e uma possibilidades de ação.

 

Em comunicado à imprensa, a Meta diz que “o metaverso funcionará como uma combinação híbrida das experiências sociais online atuais, às vezes expandido em três dimensões ou se projetando no mundo físico. Ele permitirá que você compartilhe experiências imersivas com outras pessoas mesmo quando vocês não puderem estar juntos, e fazer coisas que não poderiam fazer juntos no mundo físico”.

 

Como Mark Zuckerberg entende a Meta e o metaverso

 

Meta: Entenda a mudança de nome do Facebook

 

Em carta aberta, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, detalhou os esforços para construir o futuro da empresa. Nela, ele fala sobre o futuro das telas, economia, privacidade, tecnologias sociais e ignora vários dos problemas atuais. Veja o que diz o documento:

 

Carta do fundador, 2021

 

Estamos no começo do próximo capítulo da internet, e o próximo capítulo da nossa empresa também.

 

Nas últimas décadas, a tecnologia deu às pessoas o poder de nos conectar e nos expressar mais naturalmente. Quando comecei o Facebook, nós escrevíamos principalmente textos em websites. Então vieram os celulares com câmera e a internet se tornou mais visual e móvel. Conforme as conexões se tornaram mais rápidas, o vídeo se tornou uma forma mais rica de compartilhar experiências. Nós fomos do computador para a internet e dali para o celular; fomos de textos para fotos e então para vídeos. Mas esse não é o fim da linha.

 

A próxima plataforma será ainda mais imersiva – uma internet incorporada na qual você está na experiência, não apenas olhando para ela. Nós chamamos isso de metaverso e fará parte de todos os produtos que construirmos.

 

A qualidade definidora do metaverso será um sentimento de presença – como se você estivesse com outra pessoa em outro lugar. Sentir-se realmente presente com outra pessoa é o sonho máximo da tecnologia social. E é isso o que estamos focados em construir.

 

No metaverso, você será capaz de fazer quase tudo o que imaginar – ficar junto de amigos e familiares, trabalhar, aprender, jogar, comprar, criar – assim como viver experiências completamente novas que não se encaixam em como pensamos computadores ou telefones hoje. Nós fizemos um filme que explora como você poderá usar o metaverso um dia.

 

Nesse futuro você poderá se teletransportar instantaneamente como holograma para o escritório sem precisar se deslocar, ir para um show com amigos ou ficar na sala de estar de seus pais para socializar. Isso abrirá mais oportunidades, não importa onde você viva. Você poderá dedicar mais tempo no que importa para você, diminuir o tempo no trânsito e reduzir sua pegada de carbono.

 

Pense em quantas coisas físicas que você tem hoje e que podem se tornar apenas hologramas no futuro. Sua TV, seu espaço de trabalho com vários monitores, seus jogos de tabuleiros e mais – em vez de objetos físicos construídos em fábricas haverá holograma desenhados por criadores ao redor do mundo.

 

Você poderá navegar por essas experiências em dispositivos diferentes – óculos de realidade aumentada para continuar presente no mundo físico, realidade virtual para se tornar completamente imerso, telefones e computadores para ir para plataformas que já existem. Isso não é sobre passar mais templo em telas; é sobre melhorar o tempo que já gastamos.

 

Nosso papel e nossa responsabilidade

 

O metaverso não será criado por uma empresa. Ele será feito por criadores e desenvolvedores fazendo novas experiências e itens digitais que serão interoperáveis e destravarão uma economia criativa muito maior do que a atual, presa a plataformas e suas políticas.

 

Nosso papel nessa jornada é o de acelerar o desenvolvimento de tecnologias fundamentais, plataformas sociais e ferramentas criativas para dar vida ao metaverso – e tecer essas tecnologias por meio de nossos aplicativos de redes sociais. Acreditamos que o metaverso possa permitir melhores experiências sociais do que qualquer coisa que exista hoje – e dedicaremos toda nossa energia para ajudar a conquistar esse potencial.

 

Como eu escrevi em nossa carta do fundador original: “não construímos serviços para fazer dinheiro; fazemos dinheiro para construir serviços melhores.”

 

Esta abordagem funcionou bem. Construímos nosso negócio para apoiar investimentos muito grandes e de longo prazo voltados a construir serviços melhores. E é isso o que planejamos fazer aqui.

 

Os últimos cinco anos foram de muita humildade para mim e para nossa empresa de várias formas. Uma das principais lições que aprendi é que construir produtos que as pessoas amem não é o suficiente.

 

Ganhei mais apreço pelo fato de que a história da internet não é uma linha reta. Cada capítulo traz novas vozes e ideias, mas também novos desafios, riscos e interesses estabelecidos. Precisaremos trabalhar juntos, desde o começo, para dar vida à melhor versão possível desse futuro.

 

Privacidade e segurança precisam ser construídos dentro do metaverso desde o primeiro dia. Assim também são os padrões abertos e a interoperabilidade. Isso necessitará não apenas muito trabalho técnico – como apoiar projetos de corpo e NFT na comunidade – mas também novas formas de governança. Mas, mais do que tudo, precisamos ajudar a criar ecossistemas para que mais pessoas tenham interesse no futuro e possam se beneficiar não só como consumidoras, mas também como criadoras.

 

Esse período foi de humildade porque como uma empresa grande como somos, nós também aprendemos como é construir em outras plataformas. Viver sob essas regras moldou profundamente minhas visões sobre a indústria da tecnologia. Agora eu acredito que a falta de escolha dos consumidores e altas taxas para desenvolvedores estão sufocando a inovação e travando a economia da internet.

 

Tentamos uma abordagem diferente. Queremos que nossos serviços sejam acessíveis para tantas pessoas quanto for possível, o que significa que trabalhar para que eles custem menos, não mais. Nossos aplicativos móveis são gratuitos. Nossas ferramentas de comércio estão disponíveis a preço de custo ou com taxas modestas. Como resultado, bilhões de pessoas amam nossos serviços e milhares de milhões de negócios confiam em nossas ferramentas.

 

Essa é a abordagem que queremos trazer para ajudar a construir o metaverso. Planejamos vender nossos dispositivos a preço de custo ou com subsídios para torná-los disponíveis para mais pessoas. Nós continuaremos a apoiar o carregamento lateral e a transmissão a partir de computadores para que as pessoas tenham escolha, em vez de forçá-las a utilizar a Quest Store para encontrar aplicativos e alcançar consumidores. E nós pretendemos oferecer serviços para desenvolvedores e criadores com taxas baixas no maior número de casos possível para que possamos maximizar a economia criativa. No entanto, precisamos ter certeza de que não perderemos muito dinheiro pelo caminho.

 

Nossa esperança é que na próxima década o metaverso alcance um bilhão de pessoas, movimente bilhões de dólares em comércio digital e gere trabalho para milhões de desenvolvedores e criadores.

 

Quem nós somos

 

Conforme embarcamos no próximo capítulo, pensei muito sobre o que isso significa para nossa empresa e identidade.

 

Somos uma empresa que foca em conectar pessoas. Embora a maioria das empresas foquem em como as pessoas interagem com tecnologia, nós sempre focamos em construir tecnologias para que as pessoas possam interagir umas com as outras.

 

Hoje somos vistos como uma empresa de redes sociais. O Facebook é um dos produtos tecnológicos mais usados da história do mundo. É uma marca icônica de rede social.

 

Construir aplicativos sociais sempre será importante para nós – e há muito mais para construir. Mas cada vez mais isso não é tudo o que fazemos. Em nosso DNA, construímos tecnologias para unir pessoas. O metaverso é a próxima fronteira em conectar pessoas, assim como eram as redes sociais quando começamos.

 

Nossa marca está tão conectada a um produto que não pode mais representar o que fazemos hoje, muito menos no futuro. Com o tempo, espero que sejamos vistos como uma empresa de metaverso, e quero ancorar nossa identidade e nosso trabalho no que estamos construindo.

 

Acabamos de anunciar que estamos fazendo uma mudança fundamental em nossa empresa. Agora estamos olhando e reportando nosso negócio em dois segmentos diferentes: um para nossa família de aplicativos e um para nossas futuras plataformas. Nosso trabalho no metaverso não é apenas um desses segmentos. Ele engloba tanto as experiências sociais quanto a tecnologia futura. Conforme ampliamos nossa visão, é hora de adotarmos uma nova marca.

 

Para refletir quem somos e o futuro que esperamos construir, orgulhosamente compartilho que nossa empresa agora é Meta.

 

Nossa missão permanece a mesma – ainda é sobre unir as pessoas. Nossos aplicativos e suas marcas também não estão mudando. Ainda somos a empresa que desenha tecnologias em torno das pessoas.

 

Mas todos os nossos produtos, incluindo nossos aplicativos, agora compartilham uma nova visão: ajudar o metaverso se tornar realidade. E agora temos um nome que reflete a amplitude do que fazemos.

 

A partir de agora, priorizaremos o metaverso, não o Facebook. Isso significa que, com o tempo, você não precisará de uma conta do Facebook para usar nossos serviços. Assim que nossa marca começar a mostrar nossos produtos, eu espero que as pessoas ao redor do mundo conheçam a Meta e o futuro que queremos.

 

Eu costumava estudar Clássicos e a palavra “meta” vem do grego. Ela significa “além”. Para mim, simboliza que sempre há mais para construir e sempre há um novo capítulo da história. Nossa história começou em um quarto e cresceu para além do que imaginávamos; em uma família de aplicativos que as pessoas usam para se conectar umas com as outras, para encontrar suas vozes e começar negócios, comunidades e movimentos que mudam o mundo.

 

Estou orgulhoso do que construímos até agora e estou empolgado pelo que virá – assim que irmos além do que é possível hoje, além dos limites das telas, além do limite das distâncias e do mundo físico, em direção a um futuro no qual todos podem estar presentes uns com os outros, criando oportunidades e experimentando novas coisas. É um futuro que está além de qualquer empresa e que será feito por todos nós.

 

Construímos coisas que uniram as pessoas em novas formas. Aprendemos lutando contra questões sociais difíceis e vivendo sob plataformas fechadas. Agora é hora de pegar tudo o que aprendemos e ajudar a construir o próximo capítulo.   

 

Estou dedicando nossa energia a isso – mais do que qualquer empresa no mundo. Se esse é o futuro que você quer ver, espero que se uma a nós. O futuro que irá além de qualquer coisa que podemos imaginar.

 

E você, gostou da mudança de nome do Facebook para Meta? Deixe a sua opinião sobre o tema!

 

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